Pô, as vozes e a arte estão muito boas, tirando o Sonar que tem a voz de incel e esquisito (que combina com quem dá a voz), é legalzinho, principalmente levando em conta que o foco é a narrativa. Achei os episódios muito curtos, e as opções não mudam NADA, se bem que no jogo da Telltale Walking Dead, tem vários momentos que convergem pra uma coisa só, um evento obrigatório. A gameplay é aquilo, quase não tem e é bem meia bomba, nem pra abrir uma janela com uma animação do que os personagens estão fazendo, só tem os diálogos mesmo e as cenas de missão pré-definida, como a que faz levar um soco da Invisiputa, de resto é 911 operator ou This is the police. Não acho que faz sentido lançar episódio separado, se já tá tudo pronto, tá achando que é Netflix, porra? Uma coisa era os Telltales, que tinham boas horas de duração e anos de produção entre um e outro, pra que fracionar, pra ficar pseudo relevante por mais semanas? Achei desnecessário. O foco é a narrativa, e parece que PODE vir a ser bom, mas, contrudo, entretanto, porém, pelo preço e pela completa falta de escolha dos dois primeiros episódios, talvez dar uma segurada na emoção seja melhor.
Recomendação: Sim, com lágrimas nos olhos. Eu sou um "veterano". Um sobrevivente das trincheiras digitais de Bad Company 2, um engenheiro que viu o sol nascer sobre o Caspian Border em Battlefield 3, um fuzileiro naval que dominou as ondas de Paracel Storm em Battlefield 4. Eu tinha desistido. Achei que aquele sentimento, aquele rugido visceral da guerra total, tinha morrido para sempre. Mas então, ele chegou. Battlefield 6. Quando o tanque explodiu ao meu lado e o prédio desmoronou com aquela fidelidade absurda, senti um arrepio. Não o arrepio do susto, mas o arrepio da memória. Foi como ser teletransportado de volta para a minha adolescência/início da vida adulta, com a adrenalina pura correndo nas veias, a promessa de caos épico e a camaradagem de um esquadrão que realmente funciona. Caros players mais velhos, escutem-me: Isto é para nós. O gunplay é perfeito, cirúrgico, satisfatório. Os mapas são vastos, abertos e permitem aquela verticalidade e destruição tática que transformam cada partida em uma história diferente. A escala, a imersão... está tudo aqui. Juro que, ao pilotar um jato e mergulhar sobre a bandeira inimiga em chamas, senti-me a criança que era quando liguei o primeiro Battlefield. É a felicidade bruta e sem filtro, a sensação de maravilha que há muito tempo a indústria tinha me roubado. Battlefield 6 não é apenas um jogo. É uma máquina do tempo. É a prova de que a glória não estava perdida, apenas adormecida. Se você, como eu, carregava no peito a saudade de um Battlefield que te fizesse sentir vivo, com a mira ajustada e o coração acelerado... compre. Eu não estou apenas recomendando um jogo. Estou recomendando que você resgate um pedaço da sua paixão. E vale cada centavo. Perfeito. É a única palavra.